O Açude Castro, localizado no município de Itapiúna, não atinge 100% de sua capacidade há quase 16 anos. A última vez que o reservatório sangrou foi em 20 de julho de 2009. Desde então, apesar dos períodos chuvosos, o açude não conseguiu alcançar seu volume máximo. No dia 1º de abril de 2025, o nível do reservatório estava em 47,86%, conforme levantamento do site A Voz do Bem junto à COGERH e à FUNCEME. Construído em 1997, o açude pertence ao Sistema Metropolitana, com uma bacia hidrográfica de 353,86 km².
A cada inverno, cresce a expectativa entre os moradores de Itapiúna para que o açude volte a atingir sua capacidade total. O reservatório tem um volume de 62,31 hm³ e vazão regularizada de 286,67 L/s, sendo essencial para o abastecimento humano e agrícola. O monitoramento das chuvas e dos níveis de água tem sido acompanhado de perto por órgãos competentes. A barragem possui 656 metros de comprimento, 6 metros de largura no coroamento e altura máxima de 24,39 metros. O sangradouro tem cota de 151,5 metros e largura de 80 metros, enquanto a cota da barragem chega a 154,7 metros.
Além da esperança de vê-lo novamente sangrar, há também preocupações sobre o escoamento da água. A infraestrutura da região precisa estar preparada para direcionar o excedente de forma segura e minimizar riscos para as áreas próximas. O planejamento hídrico e a manutenção dos canais de escoamento são essenciais para evitar transtornos. A tomada d’água, do tipo galeria, tem 98 metros de comprimento e diâmetro de 800 mm, garantindo a liberação controlada do volume armazenado.
Diante do longo período sem atingir sua capacidade total, o Açude Castro reforça a importância da gestão dos recursos hídricos na região. A expectativa dos moradores segue renovada a cada temporada chuvosa, enquanto o monitoramento segue como peça-chave para o equilíbrio entre oferta e demanda de água.
O Véu de Noiva (válvulas) do açude está fechado por decisão da Comissão Gestora. A medida foi adotada para melhor controle dos recursos hídricos.